Grandes instituições de "subprime" financiaram políticos para evitar regras mais restritivas
As 25 maiores instituições que geriam produtos de crédito de alto risco (“subprime”) dos Estados Unidos, cuja actividade degenerou na maior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial, gastaram quase 370 milhões de dólares (278 milhões de euros) na última década em operações de "lobbie" e donativos para campanhas de políticos.
O objectivo era evitar a adopção de regras mais restritivas para o sector, conclui uma investigação citada pelo “Financial Times” e que será hoje tornada pública.
A maioria destas instituições era controlada por grandes bancos norte-americanos, que hoje vivem grandes dificuldades - Citigroup, Goldman Sachs, Wells Fargo, JP Morgan e Bank of America.
Em conjunto, estas instituições chegaram a gerir activos de alto risco que totalizavam um bilião de dólares (752,5 mil milhões de euros), entre 2005 e 2007, quase três quartos do valor da indústria.
A investigação, da responsabilidade do Center for Public Integrity, instituição sem fins lucrativos constituída por jornalistas, deverá incitar ao endurecimento da regulamentação financeira nos EUA, defende o jornal.
Outra das conclusões deste estudo é que nove destas grandes instituições actuavam na Califórnia, um dos estados norte-americanos mais afectados pelo colapso do sector residencial que se seguiu à crise do “subprime”, em Setembro e Outubro do ano passado, altura em que o Lehman Brothers foi declarado insolvente.
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